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Mostrando postagens com o rótulo Psicologia Analítica

Uma homenagem à criança que um dia eu fui

Um dia, me deparei com essa imagem em alguma rede social. Não sei se esta é uma reflexão que muitas pessoas fazem, mas sei que eu sempre fiz. Normalmente, não é uma reflexão que leva a boas conclusões – porque, acredite, sua versão criança sempre tende a ser melhor do que a sua versão adulta -, mas é importante voltar a ela de tempos em tempos, para checar como anda o seu contato com a sua parte mais pura, autêntica e criativa: sua criança interior. Apesar de todas as mudanças no decorrer das nossas vidas, de tudo o que está contido no verbo “crescer”, de todas as responsabilidades que temos que assumir, e que acabam ocupando a maior parte do nosso tempo, é importante sempre ter presente e trazer pra perto aquela fase da vida em que passávamos a maior parte do tempo brincando: a infância. Pense um pouco e responda: como você era quando criança? O que gostava de fazer? O que você queria ser quando crescesse? Tente relembrar as sua características mais marcantes, os momentos ma...

A blindagem social que as redes sociais nos fornecem

Imagem de Resultados Digitais Textões, caixas coloridas de mensagem, debates nos comentários do G1, (muita) agressividade e hostilidade, fotos espetaculares, são alguns fenômenos que acontecem nas redes sociais. E estes têm relação com o tema sobre blindagem que iremos discutir. Acredito que é de senso comum que se expor nas redes sociais é diferente de se expor na vida real. Isso não é generalizar que para todas as pessoas é assim, é apenas apontar o fato, e percebemos que ele não causa estranheza para a maioria das pessoas. Há muita gente que se sentem muito mais à vontade em expor opiniões nas redes sociais (seja em comentários de portais de notícias ou na própria linha do tempo), do que fazer esta exposição na vida real – até mesmo para as pessoas mais próximas e íntimas. Ora, até para mim é assim, ao agir irrefletidamente me pego no ímpeto de escrever um textão sem muita utilidade ou comentar algo para pessoas que não estão abertas a dialogar. É um fenômeno interessante, ...

Os contos de fada na Psicologia

Os contos de fada, histórias transmitidas pela tradição oral, passadas de geração em geração e alteradas ao longo do tempo, contêm diversas representações e simbologismos dos processos psíquicos, e por isso nos fornecem as melhores pistas para compreender os processos que ocorrem na psique coletiva. Ao contrário do que se pensava, hoje já sabemos que os contos de fada são mais antigos do que os mitos, possuindo origem pré-histórica (para ler mais sobre isso, clique aqui ). Marie Louise Von-Franz, discípula de C. G. Jung, fundador da Psicologia Analítica, estudou profundamente este artifício, que hoje também é utilizado como poderoso recurso terapêutico. Contos de fada contam histórias de pessoas, ou, quando não, de personagens que representam pessoas (animais ou objetos personificados), e por isso acabam retratando relações e situações que fazem parte das nossas vidas. Por sua importância na formação da personalidade, os contos vêm sendo utilizados na educação de crianç...